
A inflação anual na Argentina registrou uma leve desaceleração em outubro de 2025, chegando a 31,3%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12/11) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Em setembro, a taxa havia sido de 31,8%, mostrando uma redução tímida, mas significativa, no ritmo de aumento dos preços. Trata-se do menor índice anual desde julho de 2018, quando a inflação marcou 31,2%.
No comparativo mensal, a inflação em outubro avançou 2,3%, uma pequena aceleração frente aos 2,1% registrados em setembro. Os segmentos que mais pressionaram os preços foram transporte, com alta de 3,5%, e moradia, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com aumento de 2,8%. Por outro lado, os setores de equipamentos domésticos e recreação e cultura tiveram as menores variações, ambas de 1,6%.
Os dados oficiais foram divulgados pouco depois das eleições legislativas, realizadas no final de outubro, nas quais o partido ultraliberal La Libertad Avanza, do presidente Javier Milei, conquistou significativa vitória, dobrando sua presença na Câmara dos Deputados e no Senado. A divulgação da inflação serve como importante termômetro econômico em um momento de consolidação política do governo.
O cenário econômico argentino também foi impactado pelo aporte financeiro do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que destinou US$ 20 bilhões em operações financeiras e de câmbio ao país, com o objetivo de estabilizar a economia e apoiar a agenda do governo de Milei. Analistas consideram que a desaceleração da inflação anual, ainda que leve, pode trazer algum alívio ao bolso dos argentinos em meio a um período de forte instabilidade econômica.



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