
A articulação feita pelo comando nacional do PL para reorganizar a chapa do governador Jorginho Mello provocou uma crise generalizada na política catarinense. O plano previa retirar Esperidião Amin do Senado para colocá-lo como vice de Jorginho, entregar a vaga ao Senado para João Rodrigues (PSD) e deixar de fora Caroline de Toni — líder nas pesquisas e principal nome da direita conservadora em Santa Catarina. A justificativa de que “ela é jovem e pode esperar” soou como um recado de exclusão, gerando forte reação nos bastidores e a possibilidade de Caroline deixar o partido.
O movimento ainda atropelou o MDB, que já tratava como certo o nome de Carlos Chiodini na vice e foi surpreendido pela mudança construída em Brasília. O resultado imediato foi uma sequência de irritações: MDB contrariado, Caroline à deriva, aliados desconfiados e Jorginho Mello tentando conter um incêndio político que não começou no estado, mas lhe caiu no colo. Parece que o PL Nacional acabou perdendo sintonia com suas bases catarinenses.
Para piorar, a estratégia vazou para a imprensa antes mesmo de qualquer conversa formal com as lideranças locais, escancarando a desorganização. E agora? Teremos até um carioca, que ‘male male’ dormiu cinco noites no estado, representando Santa Catarina no Senado…
O que aconteceu com o partido mais influente de SC? Será que ainda dá para recuperar? Terão de trocar o pneu com o carro andando…



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