
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (9) ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoio para prender o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit e alvo da Operação Carbono Oculto. Durante o evento que anunciou novas regras para obtenção da CNH, Lula declarou que Magro, a quem chamou de “maior devedor do país” e “grande chefe do crime organizado”, vive em Miami e precisa ser responsabilizado. Segundo ele, o governo brasileiro enviou aos EUA uma proposta formal de cooperação.
Lula reforçou que a ação faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento às organizações criminosas, com foco em inteligência e articulação internacional. Em seu discurso, afirmou que a Receita Federal apreendeu cinco navios ligados ao empresário e que o governo norte-americano poderia contribuir de maneira decisiva para sua captura. O presidente também voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública como instrumento de fortalecimento do combate ao crime no país.
Ricardo Magro é investigado por liderar um esquema bilionário de sonegação de impostos no setor de combustíveis. A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, envolveu mais de 1,4 mil agentes em ações simultâneas em oito estados, com mandados de busca e apreensão em mais de 300 postos. O Ministério Público de São Paulo aponta que o grupo comandado por Magro teria sonegado mais de R$ 26 bilhões, envolvendo cerca de 190 investigados entre pessoas físicas e jurídicas.
Considerada a maior ofensiva contra crimes tributários no setor, a operação mira uma rede complexa de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais. Para o governo, a cooperação com os Estados Unidos será determinante para avançar no caso, já que o empresário permanece no exterior. “Se quiser ajudar, vamos começar por ele”, afirmou Lula, ao reforçar o pedido feito a Trump.
Tá chegando o ano das eleições nacionais…



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