
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) condenou a Crefisa S.A., instituição financeira presidida por Leila Pereira, presidente do Palmeiras, por impor juros considerados abusivos em contratos de empréstimo firmados com uma mulher de 74 anos. A aposentada, que recebe um salário mínimo, alegou ter sido submetida a sucessivos refinanciamentos com encargos excessivos, prática considerada irregular pela Justiça.
Na defesa, a Crefisa argumentou que as taxas superiores à média do Banco Central se justificariam por atuar em um segmento de alto risco, atendendo inclusive clientes negativados. O Judiciário, no entanto, deu ganho de causa à aposentada em duas decisões, entendendo que os percentuais cobrados extrapolaram os limites da razoabilidade e configuraram violação aos direitos do consumidor.
O processo aponta que, em setembro de 2018, a idosa contratou um empréstimo de R$ 1.396,37, parcelado em 12 vezes de R$ 341, mas recebeu efetivamente apenas R$ 833,27 devido ao abatimento de dívidas anteriores. O contrato previa juros de 20,5% ao mês, o equivalente a 837,23% ao ano. Em dezembro do mesmo ano, um segundo empréstimo de R$ 371,66 liberou R$ 366,15 à cliente, com parcelas de R$ 93,70 e juros de 22% ao mês, chegando a 987,22% ao ano.
Além da condenação judicial, a Crefisa também é alvo de investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que apura denúncias de cobrança de juros abusivos e possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor.



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