
Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte após apresentar complicações severas associadas ao uso de uma caneta emagrecedora adquirida de forma ilegal. A paciente, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, utilizou o medicamento sem prescrição médica e, segundo a família, o produto teria origem no Paraguai.
Inicialmente, Kellen deu entrada no hospital com fortes dores abdominais, mas o quadro clínico evoluiu rapidamente para problemas neurológicos. A suspeita dos médicos é de que ela tenha desenvolvido uma síndrome que compromete a musculatura, os movimentos, a fala e o funcionamento de órgãos vitais, possivelmente causada por intoxicação medicamentosa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nem todas as canetas emagrecedoras são autorizadas para comercialização no Brasil e que produtos não regulamentados representam alto risco à saúde. Sem controle de procedência e composição, o paciente pode acabar utilizando substâncias diferentes das informadas, potencializando efeitos adversos graves.
Especialistas reforçam que esse tipo de medicamento só deve ser usado com indicação e acompanhamento médico, além de ser adquirido exclusivamente em farmácias autorizadas. A Vigilância Sanitária municipal informou que fiscaliza estabelecimentos suspeitos, podendo apreender produtos irregulares, aplicar multas e interditar locais, além de orientar a população a denunciar práticas ilegais.



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