
O quarto ciclone de 2026 já começou a se formar no radar dos meteorologistas e deve manter o Brasil sob chuva intensa e persistente ao longo dos próximos dias. A instabilidade ganhou força desde sexta-feira (30) e, segundo previsões, pode provocar volumes extremos de precipitação até quarta-feira (4), elevando o risco de alagamentos, enchentes, ventos fortes e granizo.
De acordo com análises meteorológicas, um corredor de umidade vindo da América do Sul, aliado à circulação atmosférica, está aumentando significativamente o vapor d’água na atmosfera. Esse cenário favorece a atuação de um sistema de baixa pressão próximo à costa brasileira, que pode evoluir para um novo ciclone e organizar as chuvas de forma contínua e intensa.
As áreas com maior risco de acumulados elevados incluem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. O quadro mais crítico é esperado em Mato Grosso do Sul, onde os volumes podem ultrapassar 250 mm, concentrados em curto período. Em São Paulo, os acumulados devem variar entre 150 mm e 190 mm, enquanto Minas Gerais pode registrar marcas próximas de 150 mm, agravando a situação em regiões já encharcadas.
No Sul do país, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, os volumes podem superar 100 mm, com possibilidade de tempestades severas. Diante do cenário, o Inmet emitiu alertas de níveis amarelo e laranja para diversas áreas, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das previsões, já que modelos ainda podem ajustar a data e a intensidade exata da formação do ciclone.



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