
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), recusou a proposta para ser candidata a vice-governadora na chapa de reeleição de Jorginho Mello e manteve sua pré-candidatura ao Senado, aprofundando o racha interno no PL catarinense. O convite partiu do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e contrariou o acordo já anunciado por Jorginho com o prefeito de Joinville, Adriano Silva, para ocupar a vaga de vice.
A movimentação da direção nacional buscava convencer De Toni a abandonar a disputa ao Senado, oferecendo como alternativas a reeleição para a Câmara com promessa de projeção interna ou a composição como vice. A articulação ocorre em meio a negociações nacionais envolvendo a federação União Progressista e à tentativa de acomodar interesses do PP em Santa Catarina, o que acabou aumentando a pressão sobre o desenho da chapa estadual.
De Toni rejeitou todas as propostas e afirmou que não aceita ser usada como peça de rearranjo político. A deputada também sinalizou a possibilidade de deixar o PL, diante do descontentamento com a condução da cúpula nacional, e confirmou que recebeu convites de outras legendas, embora ainda não tenha definido um NOVO destino partidário.
Enquanto Valdemar tenta reabrir negociações e avalia até intervir no diretório estadual, Jorginho Mello reafirmou publicamente apoio à pré-candidatura de Caroline de Toni ao Senado, defendendo uma chapa pura do PL. O embate entre a direção nacional e a liderança estadual do partido aumenta a instabilidade política e mantém indefinido o cenário até as convenções.



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