
Balneário Camboriú registrou, em janeiro, a pior valorização imobiliária dos últimos 19 meses, segundo dados do Índice FipeZAP. A alta acumulada em 12 meses ficou em 6,44%, o menor patamar desde junho de 2024, indicando uma desaceleração mais forte do que a observada em períodos anteriores no município.
Apesar de seguir com o metro quadrado mais caro do Brasil, com média de R$ 15.030, a cidade começa a enfrentar um cenário de preços elevados combinados com retorno cada vez menor para investidores. Esse desequilíbrio preocupa especialmente um mercado tradicionalmente voltado à especulação e à compra de imóveis como aplicação financeira.
O volume de ofertas reforça esse quadro. Somente no portal Zap, mais de 12 mil apartamentos estavam à venda nesta semana em Balneário Camboriú, sendo a ampla maioria acima de R$ 1 milhão. As opções de menor valor são raras, o que limita a demanda e amplia a concorrência entre vendedores.
Além disso, o mercado financeiro surge como um competidor direto do setor imobiliário, oferecendo rentabilidades que podem chegar a 17% ao ano em aplicações de longo prazo. Soma-se a isso a incerteza sobre os impactos da revisão do Plano Diretor, que pode aumentar a oferta e pressionar ainda mais os preços, ampliando o risco de perdas para investidores caso não haja controle do crescimento imobiliário.



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