
A safra de maçã 2025-2026 em Santa Catarina apresenta forte recuperação e deve registrar crescimento de 27,9% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativa da Epagri/Cepa. A colheita, já em andamento nas principais regiões produtoras, pode alcançar até 615 mil toneladas, ampliando significativamente a oferta da fruta no mercado nacional. O resultado contrasta com as duas últimas safras, marcadas por perdas causadas por condições climáticas adversas.
De acordo com os analistas, o clima favorável foi determinante para o desempenho positivo deste ciclo. Com maior volume de maçãs precoces, especialmente da variedade Gala, o aumento da oferta já começa a impactar os preços, em um cenário que também envolve estoques remanescentes da safra anterior e a presença de frutas importadas. A tendência é de maior competitividade no varejo.
Dados das centrais de abastecimento indicam leve retração nos valores praticados. Na Ceasa de Santa Catarina, o preço médio da maçã caiu 0,7% em janeiro na comparação com dezembro e acumula queda de 7,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já na Ceagesp, em São Paulo, a demanda pela fruta fresca sustentou cotações mais elevadas, mantendo a maçã catarinense em posição competitiva mesmo diante da valorização das importadas.
As regiões dos Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos concentram a maior parte da produção estadual. Os Campos de Lages lideram com destaque para São Joaquim, principal polo da cultura no estado. O avanço da colheita e a evolução da oferta devem continuar influenciando o comportamento dos preços nas próximas semanas.



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