
A colheita do arroz já começou na zona rural de Itajaí e deve se estender até maio, mobilizando produtores em cerca de 1.700 hectares cultivados. A expectativa para a safra é positiva, com projeção média de 8,5 mil quilos por hectare, o que representa aproximadamente 289 mil sacas de 50 quilos. Considerado o principal cultivo agrícola do município, o arroz irrigado mantém papel estratégico na economia local e na geração de renda no campo.
O ciclo da cultura teve início entre agosto e setembro, período de semeadura, e agora os campos mudam de coloração, passando do verde ao amarelado, sinal de que o cereal atingiu o ponto de colheita. A atividade, além de tradicional, é uma das mais representativas da paisagem rural de Itajaí. Plantado em solo irrigado, o grão segue como base da produção agrícola em áreas historicamente dedicadas à rizicultura.
Entre os produtores, o clima é de otimismo. O agricultor Evandro Bertoldi, cuja família atua na atividade há cerca de cinco décadas, cultiva 190 hectares na região do Arraial dos Cunhas. Segundo ele, mesmo após desafios climáticos enfrentados no ano anterior, a produtividade vem surpreendendo, com resultados entre 8.000 e 8.500 quilos por hectare. O acompanhamento do ponto ideal de colheita, especialmente em relação à umidade e à maturação dos grãos, é apontado como fator essencial para garantir qualidade e rendimento.
A safra também conta com o apoio direto da pesquisa científica. Na Estação Experimental da Epagri, pesquisadores desenvolvem variedades mais produtivas e resistentes por meio de técnicas de melhoramento genético. O processo envolve seleção rigorosa de plantas, cruzamentos controlados e procedimentos laboratoriais minuciosos. O objetivo é ampliar a adaptação do arroz às condições regionais, fortalecer a produção e assegurar maior estabilidade econômica aos agricultores.



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