
O Brasil manteve em 2025 sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado em fevereiro de 2026 pela Transparência Internacional. O país ficou na 107ª posição entre 182 nações, com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção no setor público. O resultado repete o desempenho e se aproxima da pior pontuação da série histórica, registrada em 2024, consolidando um cenário de estagnação no combate às irregularidades.
O relatório aponta “impunidade generalizada” e ausência de avanços estruturais como fatores centrais para o desempenho negativo. Durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialistas têm alertado para o enfraquecimento de mecanismos de controle e para retrocessos no arcabouço anticorrupção, além da ampliação do volume de emendas parlamentares ao Orçamento sem critérios mais rígidos de transparência. Para críticos da gestão, o cenário reflete falta de prioridade política no enfrentamento ao problema.
O documento também menciona a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado como um dos fatores de deterioração institucional. O Brasil ficou abaixo da média das Américas, que registrou 42 pontos, e atrás de países vizinhos como a Argentina, que obteve 36 pontos. A comparação regional reforça a percepção de perda de protagonismo e de credibilidade internacional.
Enquanto isso, nações como Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram o ranking, evidenciando um abismo institucional em relação ao Brasil. O levantamento da Transparência Internacional utiliza 13 fontes independentes e avalia a percepção de especialistas e executivos sobre a corrupção no setor público. Para analistas, a manutenção do país na parte inferior da tabela amplia a pressão sobre o governo federal por medidas concretas que revertam o quadro e recuperem a confiança nas instituições.



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