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CBF institui salário fixo de até R$ 22 mil para árbitros FIFIA e exige certificado contra casas de aposta

4 mar 2026 | Esporte, Estadual e Nacional

A Confederação Brasileira de Futebol oficializou o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), que estabelece remuneração fixa mensal, adicionais por partida e cláusulas rígidas de integridade para 72 profissionais, entre árbitros centrais, assistentes e árbitros de vídeo (VAR). O contrato entrou em vigor no último domingo (1º) e terá validade até dezembro de 2026, com duração inicial de 10 meses e possibilidade de renovação a critério da entidade.

Os valores variam conforme a categoria do profissional. Árbitros centrais do quadro da Fifa passam a receber salário fixo de R$ 22 mil, além de R$ 5,5 mil por jogo. Já árbitros centrais do quadro nacional da CBF terão remuneração fixa de R$ 16 mil e taxa de R$ 4 mil por partida. Assistentes e VAR da Fifa receberão R$ 13,2 mil mensais, com adicional de R$ 3,3 mil por jogo, enquanto os profissionais do quadro CBF terão salário de R$ 10 mil e taxa de R$ 2,5 mil por atuação.

O contrato também prevê suporte integral aos profissionais, incluindo preparação física, acompanhamento psicológico, nutrição, fisioterapia, capacitação contínua e encontros presenciais de treinamento. Há ainda cláusula de confidencialidade válida durante o vínculo e por até 10 anos após o término, com multa equivalente a dez vezes o valor da remuneração fixa inicial em caso de descumprimento.

Entre as medidas de integridade, a CBF estabeleceu cláusula anticorrupção com proibição absoluta de envolvimento com apostas esportivas, inclusive para sócios e parentes de primeiro grau. Os árbitros deverão apresentar Certificado de Exclusão de CPF em sites de apostas, emitido pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O contrato prevê ainda possibilidade de rescisão imediata em casos de conduta antiética, quebra de imparcialidade, baixo desempenho técnico recorrente ou reprovação em testes físicos consecutivos.

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