
O ator Dado Dolabella foi anunciado como pré-candidato a deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do Rio de Janeiro e declarou que pretende lutar “pelas mulheres” e pelo “equilíbrio da família”. O anúncio foi feito pelo presidente estadual da legenda, Washington Reis, em publicação nas redes sociais que acabou apagada pouco depois. Em vídeo, o ator afirmou que quer combater “coisas erradas”, sem detalhar propostas.
A entrada na política chama atenção pelo contraste entre o discurso e o passado judicial do artista. Dolabella já foi condenado por agressão contra a atriz Luana Piovani em 2008, além de ter sido alvo de outras acusações de violência doméstica ao longo dos anos. Em decisões mais recentes, a Justiça do Rio de Janeiro também o condenou por agressões contra outra ex-companheira, com pena em regime aberto. Ele nega parte das acusações, mas os episódios fazem parte de seu histórico público.
No vídeo de filiação, o ex-vencedor de reality show afirmou que pretende “restabelecer o equilíbrio” para mulheres, crianças e homens. A declaração gerou repercussão nas redes sociais, onde usuários relembraram os processos judiciais envolvendo o ator e questionaram a coerência entre o discurso e o passado. Críticos apontaram que a defesa dos direitos das mulheres exige compromisso prático com o enfrentamento à violência de gênero.
Apesar das controvérsias, Dolabella disse estar disposto a “lutar” e prometeu empenho na possível campanha. O MDB ainda não detalhou propostas ou posicionamentos oficiais do pré-candidato. Enquanto isso, o anúncio reacende o debate sobre a presença de figuras públicas com histórico de condenações por violência doméstica no cenário político brasileiro — especialmente quando o discurso central envolve justamente a proteção das mulheres.



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