
A quebra de sigilo bancário aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelou que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em uma conta bancária ao longo de quatro anos. Os registros analisados pela comissão abrangem o período entre janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026.
Segundo os documentos obtidos pela CPMI, a conta apresentou aproximadamente R$ 9,8 milhões em entradas e valor semelhante em saídas no mesmo período. Entre as movimentações identificadas, aparecem três transferências feitas pelo presidente Lula ao filho, que juntas somam R$ 721 mil. A maior delas foi de R$ 384 mil, realizada em julho de 2022, pouco antes do início da campanha eleitoral daquele ano.
A quebra de sigilo foi autorizada após a Polícia Federal apontar suspeitas de possíveis relações comerciais entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por suposto esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. Antunes está preso preventivamente enquanto as investigações seguem em andamento.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que não há irregularidades nas movimentações financeiras e sustenta que todas as fontes de renda do empresário são legítimas. Sobre as transferências feitas pelo presidente, os advogados alegam que os valores correspondem a adiantamentos de herança. A equipe jurídica já apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da quebra de sigilo autorizada pela comissão.



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