
O prefeito de Robison Coelho afirmou que não houve qualquer irregularidade no processo de licitação para contratação de serviços de videomonitoramento em Itajaí, após questionamentos levantados pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). O pregão eletrônico foi suspenso cautelarmente para análise do órgão, procedimento considerado comum em licitações de grande porte. Segundo o prefeito, a administração municipal já está respondendo aos apontamentos técnicos para garantir total transparência e dar continuidade ao projeto.
De acordo com a prefeitura, o valor estimado da licitação é de R$ 218 milhões para um contrato de cinco anos, o que representa cerca de R$ 44 milhões por ano. A expectativa da gestão é que a concorrência entre as empresas participantes reduza esse valor para aproximadamente R$ 35 milhões anuais. O município também destaca que atualmente já são gastos quase R$ 25 milhões por ano com um sistema considerado limitado, o que reforça a necessidade de modernização da infraestrutura de segurança.
A proposta prevê a implementação de um sistema mais avançado de videomonitoramento, com câmeras inteligentes e tecnologia de reconhecimento facial. A iniciativa busca ampliar a capacidade de identificação de suspeitos, localizar veículos roubados, identificar foragidos da Justiça e até auxiliar na busca por pessoas desaparecidas. Testes realizados em eventos tradicionais da cidade indicaram resultados positivos e reforçaram a viabilidade da expansão do sistema.
Segundo o prefeito, o investimento em tecnologia é possível graças ao equilíbrio das contas públicas do município e faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança pública. A gestão também destaca que Itajaí registrou queda histórica nos índices de homicídio em 2025, com redução de 52% em comparação ao ano anterior, resultado atribuído ao fortalecimento das políticas de prevenção e monitoramento.



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