
O Ministério Público de Santa Catarina arquivou a investigação que apurava supostas irregularidades nas contas da Educação de Penha e concluiu que não houve qualquer “rombo” durante a gestão da ex-secretária Maria Juraci Alexandrino. A decisão, assinada pelo promotor René José Anderle em 6 de março de 2026, aponta que, ao contrário das acusações, a gestão deixou um superávit de R$ 23 milhões.
As investigações se estenderam por cerca de três anos e tiveram início após a divulgação de informações internas sobre as contas da pasta. No entanto, tanto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) quanto o Tribunal de Contas já haviam indicado ausência de irregularidades, destacando que o aumento nas despesas ocorreu em razão de excesso de arrecadação, sem prejuízo aos cofres públicos.
Em manifestação após o arquivamento, Juraci afirmou ter enfrentado um período de sofrimento diante das acusações. “É inexplicável vivenciar a crueldade a que fui submetida ao ser acusada injustamente. Sofri muito, e agora a verdade foi restabelecida pela Justiça. Estou aliviada”, declarou a ex-vice-prefeita, reforçando que sempre confiou na própria conduta durante sua gestão.
Apesar da conclusão favorável, o episódio teve reflexos políticos. Nas eleições de 2024, Juraci ficou a 768 votos de se eleger prefeita, em um cenário marcado pela repercussão das denúncias.



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