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“CRIANÇAS COM MÃOS E PÉS AMARRADOS”: Funcionária relata tortura e abusos contra crianças em abrigo coordenado pela Igreja Reviver; “pastor sabia, mas nada fazia”

30 mar 2026 | Itajaí e Região, Policial e Segurança, Política e Educação

Uma ocorrência grave envolvendo o Abrigo Lar da Criança Feliz, localizado na Rua José Gaal, em Itajaí, revelou novas cenas inéditas sobre o abuso que vem ocorrendo com as sedes coordenadas pela Igreja Reviver no município. Uma criança de aproximadamente 10 anos fugiu da instituição neste domingo (29), por volta das 12h, e foi encontrada em estado de desespero na região do Bambuzal. Uma funcionária, no qual detalhou o caso ocorrido, acionou o Conselho Tutelar após a criança relatar supostos maus-tratos e torturas dentro do local.

Relatos da funcionária, identificada como A.P., reforçam a gravidade das denúncias. Segundo ela, o abrigo estaria operando acima da capacidade, com cerca de 26 crianças, apesar de comportar 20. A.P. afirma ainda que presenciou situações preocupantes, como negligência nos cuidados básicos, como a falta de troca das fraldas das crianças, e até tortura, com crianças sendo amarradas pelas mãos e pés. As declarações teriam sido formalizadas junto ao Ministério Público com apoio jurídico, resultando na demissão de duas das tutoras responsáveis.

Imagens enviadas ao jornalismo Band FM confirmam a gravidade do caso. Crianças com manchas, marcas de assaduras. De acordo com o Conselho Tutelar, a ocorrência foi confirmada e a criança chegou a ser encaminhada para outro acolhimento como medida de proteção. No entanto, posteriormente, houve a informação de que ela teria retornado ao abrigo denunciado, o que levanta questionamentos sobre o cumprimento das medidas protetivas. Pedidos de interdição do abrigo foram encaminhados ao Ministério Público, além da transferência de todas as crianças e menores.

A situação gerou revolta para a funcionária, que acompanhou o caso após ser afastadas por problemas de saúde. O abrigo atende crianças de 0 a 11 anos em situação de vulnerabilidade, e a gestão do local nada faz. Já relatamos um caso semelhante recentemente, envolvendo um abrigo comandado pela mesma igreja, onde também foram registrados casos de maus-tratos e fuga de crianças.

Entramos em contato com o pastor Ivonei Rocha, e aguardamos a manifestação da igreja sobre o ocorrido. O espaço está aberto.

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