
O prefeito de Porto Belo, Joel Lucinda (MDB), foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação “Pão e Circo”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Na residência do chefe do Executivo, os agentes apreenderam um telefone celular e R$ 58 mil em dinheiro, valor que, segundo a prefeitura, está devidamente declarado no Imposto de Renda.
Além da casa do prefeito, as equipes também realizaram diligências no setor de licitações da Prefeitura de Porto Belo para recolhimento de documentos relacionados à investigação. Em nota, a administração municipal informou que Joel Lucinda colaborou com a operação, não sofreu afastamento do cargo e segue exercendo normalmente suas funções administrativas.
A Operação “Pão e Circo” apura um suposto esquema de fraudes em licitações para contratação de shows em municípios catarinenses. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, empresários e agentes públicos são investigados por suspeitas de formação de cartel, manipulação de preços, corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de propina para favorecer contratos com artistas de renome nacional.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados. O Ministério Público informou que o processo tramita sob sigilo e que os materiais apreendidos passarão por perícia antes da continuidade das investigações. O espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.
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