
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) iniciou, na manhã desta terça-feira (4), o reconhecimento de campo dos locais que receberão a soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em Itajaí. A etapa faz parte dos preparativos para a implantação do método no município e tem como objetivo validar os pontos de liberação, garantindo que a operação ocorra de forma segura e eficiente.
Ao todo, a cidade contará com 3.338 pontos de soltura, distribuídos nas áreas contempladas pelo programa. Cada local receberá aproximadamente 150 mosquitos durante as liberações monitoradas pelas equipes técnicas. Nesta primeira fase, a ação será realizada nos bairros Cidade Nova, São João, São Vicente e Cordeiros, considerados estratégicos para o controle das arboviroses.
O Método Wolbachia utiliza uma bactéria presente naturalmente em diversas espécies de insetos, mas ausente no Aedes aegypti. Ao ser introduzida no mosquito, a Wolbachia dificulta a multiplicação dos vírus da dengue, zika e chikungunya, reduzindo a capacidade de transmissão dessas doenças. A característica é passada para as gerações seguintes, tornando a estratégia uma solução sustentável para o controle do vetor.
Além da implantação da tecnologia, Itajaí contará com um laboratório próprio para o cultivo dos mosquitos com Wolbachia, fortalecendo as ações de vigilância em saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Apesar do avanço, as autoridades reforçam que a participação da população continua sendo essencial, com a eliminação de recipientes que acumulam água, principal medida para impedir a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
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