
A inadimplência entre empresas brasileiras atingiu, em junho de 2026, o maior nível desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 2016. Ao todo, 9,1 milhões de CNPJs estavam negativados, acumulando 66,2 milhões de contas em atraso e uma dívida total de R$ 232,9 bilhões, valor 16,67% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
As micro e pequenas empresas concentram a maior parte do problema, com 8,6 milhões de CNPJs negativados e R$ 201,4 bilhões em dívidas distribuídas por 59,7 milhões de contas não pagas. Em média, cada empresa inadimplente possui 7,3 pendências, com valor médio de R$ 3.515,77 por título e saldo acumulado de aproximadamente R$ 25,5 mil por CNPJ.
Entre os setores, Serviços lidera a inadimplência empresarial, responsável por 55,7% dos registros. Na sequência aparecem Comércio, com 32,2%; Indústria, com 8%; e Setor Primário, com 0,9%. Entre os credores, os valores em aberto estão principalmente concentrados em empresas de Serviços, que respondem por 31,6% do montante, seguidas por Bancos e Cartões, com 19,5%, e Cooperativas, com 8,4%.
O cenário também apresenta forte concentração regional. São Paulo lidera o ranking nacional, com 3.126.658 empresas negativadas, seguido por Minas Gerais (907.558), Rio de Janeiro (874.385), Paraná (601.986) e Rio Grande do Sul (527.555). Entre os fatores apontados para a dificuldade de reorganização financeira estão os juros elevados, com a Selic em 14%, além da desaceleração da atividade econômica, que reduz o ritmo de geração de receita justamente quando muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para recompor o fluxo de caixa.
Fonte: NSC Total;
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