
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou ter vivido um período de intensa infelicidade nos primeiros anos de atuação na Corte. A declaração foi feita na última sexta-feira (21), durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), e veio a público nesta terça-feira (25).
Segundo Mendonça, os dois primeiros anos no STF foram marcados por dificuldades de adaptação e pelo peso das responsabilidades do cargo. “Os dois primeiros anos, não os três, eu fiquei três, mas os dois primeiros anos ali no tribunal foram períodos de muita infelicidade para mim”, afirmou. O ministro, que recebe salário de cerca de R$ 46 mil, disse ainda que, atualmente, considera que a função traz “muito mais o ônus e a responsabilidade” do que privilégios.
Durante o discurso, Mendonça também falou sobre os impactos do cargo na vida pessoal e familiar, citando a exposição pública, a rotina de julgamentos e a redução da liberdade. Segundo o ministro, houve momentos em que desejou ter uma vida mais comum e chegou a buscar apoio religioso diante das dificuldades relacionadas à função.
Ao final da fala, Mendonça usou a própria experiência para fazer um alerta sobre a busca por prestígio, poder e dinheiro. “Não coloque seu coração no poder. Não coloque seu coração no dinheiro, porque você vai se frustrar”, afirmou. Para o ministro, alcançar o topo da carreira jurídica não é garantia de realização pessoal.
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