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APÓS DOIS DIAS DE LUTA PELA VIDA, MORTE DE HOMEM BALEADO NA BARRA SUL É CONFIRMADA PELO HOSPITAL MARIETA

29 set 2026 | Itajaí e Região, Policial e Segurança, Saúde

Terminou nesta terça-feira (29) a luta pela vida de Alan Souza Cerqueira. Após permanecer dois dias internado em estado gravíssimo, ele morreu no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Alan havia sido baleado na cabeça na tarde de domingo (27), enquanto caminhava com um amigo pelo Deck da Barra Sul, em Balneário Camboriú.

Natural de Salvador, na Bahia, Alan havia se mudado para Santa Catarina havia cerca de sete meses em busca de trabalho e de uma nova fase na vida. Nas redes sociais, boa parte do conteúdo compartilhado por ele era ligada à fé. Alan publicava vídeos de pregação, divulgava cursos bíblicos e se apresentava como obreiro da Igreja Batista Nova Jerusalém.

O ataque aconteceu por volta das 16h30 de domingo. Conforme o relato do amigo que estava com Alan, um homem encapuzado se aproximou por trás e efetuou os disparos. A testemunha contou à polícia que desconhecia qualquer desavença envolvendo Alan e que o atirador não disse nada antes de abrir fogo. Alan foi socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu internado até esta terça-feira.

A história ganhou ainda mais apreensão por causa de informações desencontradas sobre seu estado de saúde. Na segunda-feira (28), o Mari Costa News divulgou que Alan havia morrido, com base nas informações então repassadas pelas forças de segurança. Na manhã desta terça-feira, o portal recebeu a atualização de que ele continuava vivo, embora em estado gravíssimo, e corrigiu imediatamente a informação. O protocolo para confirmação de morte encefálica estava em andamento.

Horas depois, veio a confirmação que familiares e pessoas próximas ainda esperavam não receber. O quadro evoluiu para morte encefálica e, na tarde desta terça-feira, o Hospital Marieta confirmou oficialmente a morte de Alan após a comunicação à família.

O suspeito do crime, de 21 anos, foi preso pouco depois do ataque e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Até o momento, não foi divulgada uma motivação para o crime. A Polícia Civil segue responsável pela investigação para esclarecer o que levou ao ataque que interrompeu a trajetória de Alan poucos meses depois de sua chegada a Santa Catarina.

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