
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (8) que a execução do ex-major do Exército Nidal Hasan, prevista para 3 de dezembro, será pública e transmitida ao vivo. Segundo um funcionário do Departamento de Defesa ouvido pela BBC News, a medida permitirá que o público acompanhe o procedimento, que deverá ocorrer por meio de um pelotão de fuzilamento.
Hasan foi condenado pelo ataque a tiros ocorrido em 5 de novembro de 2009, na base militar de Fort Hood, no Texas, que deixou 13 soldados mortos. Psiquiatra do Exército norte-americano, ele admitiu em tribunal ter sido responsável pelo ataque, considerado o mais letal desse tipo contra uma instalação militar dos Estados Unidos. Durante o julgamento, em 2013, afirmou que acreditava estar protegendo muçulmanos e o Talibã no Afeganistão.
Ao comentar a execução, Hegseth defendeu a divulgação pública do procedimento e afirmou que a população precisa compreender as consequências de crimes dessa gravidade. O Pentágono informou anteriormente que o secretário recomendou a execução e que o presidente Donald Trump aprovou a medida. Caso seja realizada, será a primeira execução de um militar norte-americano em mais de 60 anos, segundo a reportagem da BBC.
A possibilidade de transmissão ao vivo, porém, levanta questionamentos jurídicos. De acordo com o advogado John Mills, que atua na área de defesa de condenados à morte, o processo de apelação de Hasan ainda não foi concluído, e novas medidas judiciais podem suspender a execução. O especialista também criticou a iniciativa, classificando-a como um possível espetáculo público. Pela legislação norte-americana, a execução militar exige aprovação presidencial e revisão judicial antes de ser realizada.
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