
Santa Catarina conquistou o menor percentual de pobreza do Brasil em 2023, com apenas 11,5% da população nessa situação, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. O número equivale a 859,9 mil pessoas e é o mais baixo registrado no estado desde 2012, consolidando Santa Catarina como referência nacional em redução da vulnerabilidade social.
Entre 2022 e 2023, cerca de 88,5 mil catarinenses saíram da linha da pobreza, que considera renda domiciliar per capita mensal inferior a R$ 666. No mesmo período, o estado também reduziu a taxa de extrema pobreza de 1,8% para 1,4%, significando 24,6 mil pessoas a menos nessa condição.
A média nacional de pessoas em situação de pobreza é de 27,4%, o que representa 58,9 milhões de brasileiros. Santa Catarina supera outros estados do Sul, como o Rio Grande do Sul (14,4%) e o Paraná (13,5%), além de grandes economias como São Paulo, que registra 16,5%. Em contraste, o Acre possui o maior índice do país, com 51,5% da população vivendo nessa realidade.

Especialistas atribuem o avanço catarinense à recuperação econômica pós-pandemia, que foi marcada por políticas voltadas ao combate à pobreza e estímulo ao emprego. Durante o auge da crise sanitária em 2021, o estado atingiu os maiores níveis de pobreza da série histórica, com 14,8% da população afetada, mas conseguiu reverter o quadro em poucos anos.
Apesar do resultado positivo, 105,4 mil pessoas ainda vivem em extrema pobreza no estado, com renda per capita inferior a R$ 209 mensais. A média nacional dessa categoria é de 4,4%, e Santa Catarina ocupa a terceira posição com menor índice, atrás de Goiás e Rio Grande do Sul, ambos com 1,3%.
Com o menor índice de pobreza e extrema pobreza já registrado desde 2021, Santa Catarina reafirma sua posição como destaque no desenvolvimento humano e social no Brasil. O desafio agora é manter a trajetória de inclusão e crescimento sustentável para as populações mais vulneráveis.
Fonte: ND+




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