
O mercado financeiro teve um dia turbulento nesta segunda-feira (24/3), com o dólar fechando em alta de 0,61%, cotado a R$ 5,75, enquanto o Ibovespa caiu 0,77%, encerrando o pregão com 131.321 pontos. O avanço da moeda americana acompanhou a tendência global, com o índice DXY subindo 0,26% antes do fechamento no Brasil.
A queda da Bolsa foi impulsionada por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o arcabouço fiscal. Apesar de afirmar que está confortável com o modelo atual, ele mencionou a necessidade de “ajustes na máquina”, o que gerou incerteza entre investidores e impulsionou o dólar e os juros futuros. Mais tarde, Haddad tentou acalmar o mercado ao reforçar seu compromisso com as metas fiscais.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu preocupações ao anunciar que pretende impor uma tarifa de 25% sobre países que comprarem petróleo e gás da Venezuela. A medida pressionou os mercados e contribuiu para a valorização do dólar e do petróleo.
Apesar das turbulências, o Boletim Focus do Banco Central trouxe perspectivas mais otimistas, reduzindo projeções para a Selic, o PIB e o dólar em 2025. No entanto, a reação dos investidores indicou que as incertezas fiscais e externas ainda pesam sobre a economia brasileira.
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