
Santa Catarina registrou crescimento de 6,4% nas exportações de janeiro a maio deste ano, totalizando US\$ 4,9 bilhões. Apesar do avanço geral, o estado enfrenta queda nas vendas para seus dois principais parceiros comerciais: Estados Unidos (-3,3%) e China (-2,5%). O desempenho negativo é atribuído, principalmente, à crise tarifária norte-americana e à desaceleração da demanda chinesa, que impactaram especialmente produtos industrializados como motores elétricos e partes de motores — que caíram, respectivamente, 19,2% e 20,6% em receita.
Em contrapartida, o Mercosul se destacou como novo motor de crescimento das exportações catarinenses. A Argentina se tornou o terceiro maior destino dos produtos de SC, com aumento de 34,8% e receita de US\$ 369 milhões. Outros países da região também tiveram crescimento significativo: Chile (31,3%), Uruguai (17%) e Paraguai (4,6%). Esse movimento aponta uma reconfiguração importante nos destinos comerciais do estado, com maior aproximação dos vizinhos sul-americanos.
As carnes seguem liderando a pauta de exportações de SC. As vendas de carne de frango somaram US\$ 946,8 milhões até maio, com alta de 14,2%. No entanto, os impactos da gripe aviária começaram a se refletir em maio, com queda de 2,3% na receita e de 9,7% no volume exportado. Já a carne suína mostrou desempenho sólido, com crescimento de 17,8% e faturamento de US\$ 683,5 milhões. A soja, por outro lado, teve retração expressiva de 30,6% devido à safra robusta na América Latina e à queda nos preços internacionais.
As importações do estado também seguiram em alta, com aumento de 7,8% no acumulado do ano, somando US\$ 14,1 bilhões. Os destaques foram os aços laminados planos, com avanço de 266,8%, e veículos, que cresceram 32,7%. O produto mais importado continua sendo o cobre refinado, que alcançou US\$ 564,6 milhões. A crescente demanda por matéria-prima e bens de consumo aponta para um setor industrial ativo, apesar dos desafios nas vendas externas para grandes potências.



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