
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu início a uma investigação que envolve o deputado federal Antonio Doido, do MDB-PA, após a apreensão de R$ 6 milhões com aliados. As suspeitas indicam que esses valores podem ter origem em desvios de verbas públicas, utilizados, possivelmente, para a compra de votos durante as eleições de 2024 e para corromper agentes públicos.
O inquérito foi solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a prisão de um policial militar que sacou R$ 5 milhões em uma agência bancária no Pará, dois dias antes do primeiro turno das eleições. Além disso, um assessor do deputado foi preso com R$ 1,1 milhão em janeiro de 2025, levando a PGR a unificar as investigações e ampliar o foco para possíveis crimes financeiros e eleitorais.
A investigação revelou um esquema complexo de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos. Conversas obtidas pela Polícia Federal nos celulares dos envolvidos mostram que Antonio Doido estava diretamente ligado às operações financeiras, incluindo ordens para entregas de quantias específicas.
A defesa do deputado repudiou o vazamento das informações e afirmou que todas as alegações são frutos de ilações sem comprovação. Antonio Doido se colocou à disposição das autoridades para esclarecer sua posição sobre os fatos, mantendo sua confiança na legalidade dos atos realizados durante seu mandato parlamentar.



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