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Setor pesqueiro de SC sente primeiros impactos da taxação de Trump

14 jul 2025 | Estadual e Nacional, Itajaí e Região, Mundo, Policial e Segurança, Política e Educação

Antes mesmo de entrar em vigor, a taxação de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já provoca perdas no setor pesqueiro de Itajaí. Uma empresa da cidade cancelou o envio de 12 contêineres de pescado após calcular que, para um deles, o imposto representaria metade do valor da mercadoria. Com o bloqueio do mercado europeu desde 2018, os EUA tornaram-se o maior destino das exportações brasileiras de pescado, representando 56% das vendas ao exterior.

Santa Catarina exportou em 2024 cerca de 40 milhões de dólares em pescado, dos quais US$ 13 milhões foram para os EUA. Segundo Agnaldo Hilton dos Santos, presidente do SINDIPI, maior sindicato patronal da pesca da América Latina, o impacto da taxação sobre a corvina e a meca, cujas exportações dependem majoritariamente do mercado americano, é especialmente grave. Ele afirma que a revisão da medida e a abertura urgente de novos mercados são fundamentais para evitar um colapso.

Consultores e especialistas apontam que ainda é cedo para mensurar o impacto total, mas já há certeza de que a medida fragiliza uma cadeia produtiva importante para o Brasil. “Sem diversificação de destinos, o setor fica vulnerável a decisões unilaterais como essa”, diz Wilson Santos, consultor do SINDIPI. Para Geraldine Coelho, engenheira de alimentos da entidade, a saída é abrir fronteiras com a Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul.

Nesta segunda-feira (14), o SINDIPI enviou um ofício ao Ministério do Desenvolvimento e ao Palácio do Planalto cobrando uma ação imediata. A entidade pede negociação com o governo americano e intensificação da diplomacia comercial para conquistar novos mercados e proteger milhares de empregos ligados à pesca e à aquicultura no Brasil.

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