
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-gerente da Caixa Econômica Federal, Carlos Sílvio de Freitas Júnior, por fraudar mais de R$ 1,5 milhão do Auxílio Emergencial entre 2020 e 2021. Ele deverá devolver o valor à Caixa e pagar multa equivalente ao Tesouro Nacional, totalizando mais de R$ 3 milhões.
Carlos Júnior autorizava saques e acessos digitais sem a presença dos titulares, usando CPFs de terceiros para movimentar poupanças sociais. As transações foram consideradas atípicas, com comandos feitos em sequência e em curtos intervalos — indício de ação planejada. Em sete meses, ele executou mais de 23 mil autorizações no sistema da Caixa.
A fraude foi descoberta após investigação da Polícia Federal, por meio da operação Et Caterva, que ocorreu em 12 estados. O relatório do TCU aponta que o ex-servidor atuava com consciência da ilegalidade e causou danos financeiros e de imagem à instituição.
Além da devolução e da multa, Carlos Júnior ficará proibido de exercer cargos públicos federais por oito anos. Ele não apresentou defesa e teve as contas julgadas irregulares, com conduta classificada como grave pelo TCU.



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