
Em Santa Catarina, a violência contra a mulher mantém números alarmantes: entre janeiro de 2020 e junho de 2025, o estado contabilizou 401.015 ocorrências de violência doméstica, segundo dados do Observatório da Violência Contra a Mulher (OVM). Isso significa que, em média, 200 mulheres foram vítimas todos os dias nesse período. As agressões registradas incluem violência física, psicológica e moral, todas previstas na Lei Maria da Penha, que completou 19 anos na última quinta-feira (7).
O levantamento aponta que a maioria das agressões ocorre nos fins de semana, com ex-companheiros figurando como principais autores. O crime de ameaça lidera as estatísticas, com 190.153 registros em cinco anos. Apenas em 2024, Santa Catarina teve 173.419 ameaças contra mulheres, o que coloca o estado na terceira posição do país em números absolutos e na pior taxa proporcional — 1.699,4 casos a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário de Segurança do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Especialistas alertam que, embora a Lei Maria da Penha tenha garantido avanços significativos, o desafio atual é ampliar o acesso a medidas protetivas, fortalecer a rede de apoio e investir em ações educativas para combater a cultura de violência. Enquanto isso, as estatísticas seguem revelando um cenário grave e persistente, que afeta milhares de mulheres em todas as regiões de Santa Catarina.



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