
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deu início aos trabalhos nesta terça-feira (26), em Brasília, com a promessa de uma investigação “profunda e apartidária”, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O encontro inaugural foi marcado pela deliberação das normas de funcionamento, votação de requerimentos e definição das primeiras convocações.
O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) foi escolhido vice-presidente por consenso entre base governista e oposição, enquanto o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) afirmou que será “duro e implacável” com todos os envolvidos em fraudes, independentemente do governo. As reuniões da CPMI ocorrerão às segundas e quintas-feiras, para evitar conflitos com o plenário do Congresso.
A comissão nasce em meio a denúncias reveladas a partir de 2023, que apontaram fraudes bilionárias em descontos de mensalidades de aposentados sem autorização, que chegaram a movimentar cerca de R$ 2 bilhões em um único ano. O caso colocou a gestão do INSS sob forte questionamento e mobilizou parlamentares de diferentes partidos.
Pelo menos 35 requerimentos estão prontos para votação, incluindo a convocação de ex-ministros e ex-presidentes do INSS de diferentes gestões, como as de Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Também serão chamados representantes da Polícia Federal, da Defensoria Pública da União e da Controladoria-Geral da União para esclarecer os esquemas de fraudes e os possíveis responsáveis.



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