
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta segunda-feira (22) denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso de processo. Ambos são acusados de articular, a partir dos Estados Unidos, medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros da Corte, no contexto da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os denunciados promoveram e divulgaram sanções estrangeiras com o objetivo de pressionar o STF a não condenar o ex-presidente. Em entrevistas e nas redes sociais, eles se apresentaram como articuladores dessas medidas e chegaram a condicionar a suspensão das represálias à ausência de condenação criminal de Bolsonaro, caracterizando ameaça direta às autoridades brasileiras.
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde fevereiro, enquanto Paulo Figueiredo, neto do último presidente do regime militar, possui visto de residência permanente no país. Ambos já eram investigados no inquérito que apura a trama golpista. Jair Bolsonaro, embora citado no caso, não foi denunciado nesta etapa, mas cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à “tentativa de golpe de Estado”.



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