
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu afastar por tempo indeterminado o juiz Eduardo Appio, após a abertura de um processo administrativo disciplinar. A medida foi motivada por um boletim de ocorrência que aponta o suposto furto de duas garrafas de champanhe Moët & Chandon em um supermercado de Blumenau. O caso tramita sob sigilo e marca o segundo afastamento do magistrado, conhecido por suas críticas à Operação Lava Jato.
Segundo informações do tribunal, a Corregedoria do TRF-4 recebeu detalhes do boletim, que descreve o suspeito como um homem de 72 anos e 1,76 metro de altura — características que não coincidem com as de Appio. No entanto, o veículo utilizado na ação, um Jeep Compass Longitude D, foi identificado como sendo de sua propriedade. Enquanto durar o processo, o juiz continuará recebendo salário, mas sem gratificações ou verbas indenizatórias.
Em nota enviada à imprensa, Appio afirmou tratar-se de um “mal-entendido” e disse não ter conhecimento sobre a acusação. A decisão do TRF-4 foi aprovada pela Corte Especial Administrativa, que considerou a gravidade das suspeitas e determinou o afastamento preventivo até a conclusão das investigações.
Eduardo Appio ganhou projeção nacional ao assumir, em 2023, os processos remanescentes da Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. No mesmo ano, foi afastado por outro processo disciplinar após ligar para o filho de um desembargador, caso encerrado com um acordo em que o magistrado reconheceu conduta “imprópria”.



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