
A Polícia Civil de Santa Catarina explicou nesta terça-feira (11) os motivos que levaram à exoneração do delegado Rafael de Chiara, responsável pela investigação da queda de um balão que matou oito pessoas em Praia Grande, no Extremo Sul do Estado. Segundo a corporação, a demissão decorre de dois processos administrativos instaurados ainda em gestões anteriores, envolvendo o uso indevido de viatura durante as férias e publicações em redes sociais consideradas ofensivas à Corregedoria. As infrações teriam enquadramento nos artigos 208, 209 e 211 do Estatuto da Polícia Civil, que tratam de uso irregular de bens públicos, má-fé e improbidade.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que os procedimentos foram abertos e concluídos antes do acidente com o balão, rebatendo a tese de perseguição levantada pela defesa do delegado. O órgão destacou que as penalidades foram recomendadas por comissões formadas por três delegados, avaliadas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e aprovadas pelo Conselho Superior da Polícia Civil, antes de serem confirmadas pelo governador Jorginho Mello (PL). A corporação classificou as condutas como “irregularidades graves” e ressaltou que o desligamento não tem relação com o inquérito sobre a tragédia.
A defesa de Chiara, no entanto, sustenta que o caso foi “ressuscitado” após o delegado se recusar a indiciar pessoas sem respaldo jurídico no processo da queda do balão. Segundo a nota, o ex-servidor passou a sofrer “ataques públicos e privados” após a conclusão do inquérito. Os advogados anunciaram que irão recorrer à Justiça, pedindo a responsabilização de autoridades por suposta perseguição política. Chiara também pode solicitar reconsideração do ato ao governador do Estado.



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