
Declarações feitas por Gloria Pires em entrevista ao programa Na Palma da Mari, da CNN, repercutiram intensamente nas redes sociais e geraram críticas contundentes de profissionais da saúde. Ao comentar o desconforto de exames como o Papanicolau, a atriz afirmou que a medicina não teria evoluído o suficiente no cuidado com a saúde feminina, classificando o procedimento como “tortura”, além de criticar a histórica falta de atenção ao tema da menopausa.
As falas não foram bem recebidas por parte da classe médica. A ginecologista Ana Comin utilizou suas redes sociais para rebater publicamente a atriz, afirmando que os comentários demonstram desconhecimento técnico sobre a finalidade e os métodos dos exames preventivos. Segundo a médica, não há alternativa indolor para a coleta celular necessária à detecção precoce de câncer de colo do útero, ressaltando que exames médicos têm caráter diagnóstico, e não de conforto.
Em tom duro, Ana Comin também criticou o que chamou de superficialidade no debate, afirmando que opiniões emitidas em rede nacional por figuras públicas, sem embasamento científico, contribuem para a desinformação. A médica ainda citou estudos como o WHI (Women’s Health Initiative) para contestar as generalizações feitas sobre a menopausa e alertou para a influência da indústria farmacêutica e do marketing na construção de narrativas simplificadas sobre a medicina.



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