
Itajaí vive um paradoxo: ao mesmo tempo que a cidade lidera o PIB estadual e figura entre as cidades com maior valorização imobiliária do país, enfrenta um déficit habitacional crescente. O rápido desenvolvimento portuário, logístico e náutico transformou o município em alvo de investidores, fazendo o preço do metro quadrado saltar de R$ 3 mil em 2010 para quase R$ 13 mil atualmente.
No entanto, apenas 10% dos imóveis lançados nos últimos anos custam até R$ 500 mil, justamente a faixa de maior procura, e o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ não registra novos empreendimentos em Itajaí há quatro anos. O resultado é alta nos aluguéis, inclusive em bairros periféricos, e longas filas de espera por moradias acessíveis.
Para tentar reduzir a carência, a iniciativa privada aposta em novos empreendimentos. O Portovelas, em fase de pré-lançamento no bairro São João, prevê 720 apartamentos de médio padrão com preços a partir de R$ 400 mil, alguns enquadrados na Faixa IV do Minha Casa, Minha Vida. O projeto deve ser lançado oficialmente em outubro, durante a Marejada.
Já a Prefeitura reconhece o desafio. Com 12 mil pessoas inscritas no Cadastro Habitacional Municipal e apenas 480 moradias populares entregues em dez anos, a administração aposta na retomada do ‘Minha Casa, Minha Vida’. De acordo com a gestão, um dos projetos em andamento prevê 176 novas unidades habitacionais para famílias de baixa renda.



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