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Casos de feminicídio disparam no Brasil durante governo Lula e protestos se espalham pelo país

10 dez 2025 | Estadual e Nacional, Policial e Segurança, Política e Educação

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que os feminicídios vêm em trajetória ascendente desde antes do atual governo federal, mas atingiram os maiores níveis da série histórica durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2020, o país registrou 1.350 feminicídios, um aumento de 0,7% em relação a 2019. Em 2021, já em meio aos efeitos da pandemia, houve 1.319 vítimas, pequeno recuo em relação ao ano anterior.

A partir de 2022, porém, os números voltaram a subir. Segundo o Anuário 2023, foram 1.437 feminicídios naquele ano, último da gestão Jair Bolsonaro. Em 2023, primeiro ano do atual governo Lula, o total chegou a 1.463 mulheres mortas por serem mulheres, alta de 1,4% a 1,6% na comparação com 2022 e o maior número já registrado até então.

Em 2024, o cenário piorou. O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio, novo recorde desde que o crime passou a ser tipificado em 2015, o que representa cerca de quatro assassinatos por dia. Ao todo, levantamentos do FBSP indicam que mais de 10,6 mil mulheres foram vítimas de feminicídio entre 2015 e 2023, evidenciando um problema estrutural que se prolonga por diferentes governos.

Ainda na gestão Jair Bolsonaro, os casos feminicídios apresentaram em alta, com aumento em torno de 2% a partir de 2022, e mantiveram taxa de cerca de 1,4 mulheres mortas por 100 mil mulheres, segundo o FBSP. A leitura de pesquisadores é que a violência de gênero está “descolada” da tendência de queda das mortes violentas intencionais, o que aumenta a necessidade de políticas específicas para o problema. Além dos casos consumados, o FBSP aponta 3.870 tentativas de feminicídio em 2024, aumento de 19% em relação a 2023.

No último domingo (7), atos estão sendo realizados em várias regiões do país contra a disparada dos casos. Movimentos e organizações ocuparam pontos centrais de capitais, reunindo majoritariamente mulheres que cobram respostas do governo Lula e um endurecimento no enfrentamento aos criminosos responsáveis por agressões e outras formas de violação contra milhares de vítimas.

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