
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização urgente para que um cardiologista e um fisioterapeuta passem a acompanhá-lo dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde ele cumpre pena sob monitoramento judicial. O pedido ocorre após Bolsonaro passar mal no dia 27 de novembro, episódio que reforçou, segundo os advogados, a necessidade de assistência médica contínua e especializada.
No documento enviado ao Supremo, os defensores pedem a liberação do cardiologista Brasil Ramos Caiado e do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, profissionais que já acompanham o ex-presidente há anos. A defesa argumenta que o quadro clínico de Bolsonaro — marcado por crises recorrentes de soluços, problemas digestivos e as sequelas da facada de 2018 — exige cuidados que vão além do atendimento básico disponível na PF.
Os advogados destacam ainda que Bolsonaro enfrenta câncer de pele, infecções pulmonares e episódios de queda de pressão, conforme relatórios médicos anexados à petição. Para a defesa, negar o acesso aos especialistas colocaria em risco a integridade física do ex-presidente, que dependeria de tratamento medicamentoso contínuo e acompanhamento multiprofissional para evitar agravamentos súbitos.
O pedido também menciona que Bolsonaro já precisou de atendimento emergencial três vezes desde agosto, quando teve sua prisão domiciliar convertida. Diante desse histórico, a defesa afirma que um novo episódio grave “não é questão de se, mas de quando”.



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