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Dentista sofre infarto, é preso por suspeita de embriaguez e morre em cela; família acusa PM de negligência

22 jul 2025 | Estadual e Nacional, Policial e Segurança

A família do dentista e servidor público federal Cezar Maurício Ferreira acusa a Polícia Militar de Santa Catarina de negligência, após ele morrer em uma cela no Plantão da Polícia Civil de São José, na Grande Florianópolis. Segundo os familiares, Cezar sofreu um mal súbito enquanto dirigia e bateu o carro, mas os policiais confundiram os sintomas de infarto com sinais de embriaguez e o detiveram sem prestar socorro médico.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (18), quando o carro de Cezar colidiu com a traseira de outro veículo. De acordo com o advogado da família, Wilson Knöner, o dentista apresentava sinais clássicos de infarto, como desorientação e dificuldade de fala, mas foi levado à delegacia sob a alegação de embriaguez. A PM não realizou o teste do bafômetro por ele estar “sem condições”, e optou por fazer um auto de constatação com base em “mais de um sinal” de embriaguez.

Cezar foi encarcerado por volta das 20h49 e encontrado morto por volta das 7h40 do dia seguinte. O laudo pericial preliminar apontou ausência de sinais de violência e solicitou exames complementares, incluindo toxicológico. A família afirma que não foi comunicada da prisão e só soube da morte no dia seguinte, acusando os policiais de omissão de socorro e erro de avaliação.

A Polícia Militar informou, por nota, que segue os protocolos e se colocou à disposição para esclarecimentos, sem confirmar se haverá investigação interna. Já a Polícia Civil diz estar apurando o caso e que o delegado-geral solicitou um relatório com urgência. A família promete buscar Justiça diante do que considera uma morte “trágica e totalmente evitável”.

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