
O desembargador Magid Nauef Láuar foi afastado do cargo após o avanço de investigações que apuram pelo menos sete denúncias de assédio sexual contra o magistrado em Minas Gerais.
O nome do desembargador já havia gerado forte repercussão recentemente, após decisão envolvendo o caso de uma menina de 12 anos casada com um homem de 35. Na ocasião, ele afirmou que se tratava de uma relação consensual com autorização dos pais, posicionamento que provocou ampla indignação pública. Diante das críticas, o magistrado voltou atrás.
Agora, surgem desdobramentos ainda mais graves. Segundo as informações apuradas, os supostos delitos teriam ocorrido no período em que ele atuava como juiz de Direito nas comarcas de Ouro Preto e Pitangui, no interior de Minas Gerais.
Até o momento, cinco vítimas já foram ouvidas formalmente, dentro de um conjunto de sete denúncias registradas. A investigação segue em andamento e, por ora, não há decisão definitiva quanto a eventual punição disciplinar ou criminal.
O afastamento imediato foi determinado como medida cautelar, visando garantir a lisura das apurações e preservar a credibilidade das instituições. Em casos dessa natureza, o volume de denúncias e a gravidade dos relatos costumam pesar na adoção de providências preliminares.
As autoridades responsáveis reforçam que o caso segue sob investigação e que novas informações poderão surgir conforme o avanço das oitivas e da análise de provas.



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