
Após uma década de espera, o julgamento do assassinato de Júlia Luany, de 12 anos, terminou com a absolvição dos principais suspeitos: a mãe e o padrasto da vítima. O júri popular, realizado no Fórum de Piçarras, em Santa Catarina, surpreendeu ao inocentar os dois réus nesta semana.
A mãe foi considerada inocente por falta de envolvimento direto no crime, enquanto o padrasto foi absolvido com base no princípio da clemência — um dispositivo legal que permite ao júri decidir pela absolvição sem a obrigação de justificar a decisão, mesmo que reconheça participação.
O crime ocorreu em fevereiro de 2015, em uma casa de veraneio em Penha. Segundo a acusação, o padrasto teria imobilizado a menina enquanto a mãe a golpeava com uma faca. Laudos indicaram sinais de abuso sexual e a perícia descartou a versão do casal, que alegava invasão domiciliar.
O Ministério Público de Santa Catarina, que denunciou o casal por homicídio qualificado com agravantes, afirmou que irá recorrer da decisão. Apesar da gravidade das acusações, ambos responderam ao processo em liberdade durante todos esses anos.



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