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Ex-Coordenador do INSS é preso após 9 horas de depoimento e contradições na CPMI

2 dez 2025 | Estadual e Nacional, Policial e Segurança, Política e Educação

O ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (2) após um depoimento de nove horas à CPMI do INSS. A ordem de prisão foi decretada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que apontou contradições nas respostas do ex-coordenador e a recusa em esclarecer pontos considerados essenciais pelos parlamentares.

Durante a oitiva, Jucimar afirmou que apenas a partir de 2023 passou a emitir pareceres técnicos relacionados aos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs). No entanto, documentos e questionamentos apresentados pelo colegiado indicam que sua atuação nesse tipo de análise já ocorria desde 2021. A postura evasiva do depoente, somada às inconsistências, motivou a decisão de detê-lo. Ele havia ignorado duas convocações anteriores e acabou sendo conduzido coercitivamente pela Polícia Legislativa.

Jucimar foi afastado do cargo em abril, após a Polícia Federal revelar um esquema bilionário de fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas. As investigações apontam que ele assinou uma nota técnica que autorizou o desbloqueio em massa de lançamentos solicitados pela Contag, entidade sob suspeita. Segundo o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), os descontos cresceram de R$ 800 milhões em 2022 para R$ 3,5 bilhões em 2024, durante sua gestão.

O ex-coordenador nega ter recebido propina e afirma que apenas emitia pareceres técnicos, sem poder decisório final. Diante dos novos desdobramentos, o senador Carlos Viana anunciou que solicitará a prorrogação da CPMI do INSS por mais 60 dias, estendendo os trabalhos até maio de 2026.

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