
A Polícia Federal cumpriu na quarta-feira (12) mandados de busca e apreensão contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Campinas (SP), no âmbito da Operação Coffee Break. Ela e o empresário Kalil Bittar tiveram os passaportes apreendidos. A ação investiga supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos do Ministério da Educação, incluindo contratos superfaturados de kits e livros escolares destinados a municípios do interior paulista.
Segundo as investigações, Carla Ariane teria recebido propina do empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Tecnologia Educacional, para garantir vantagens em contratos com o governo federal. Parte do dinheiro público, estimado em R$ 70 milhões, teria sido desviada por meio de empresas de fachada. Mariano foi preso durante a operação.
A Polícia Federal aponta que a ex-nora de Lula teria usado seu antigo vínculo familiar com o presidente para obter acesso a órgãos federais e prefeituras, identificando-se em agendas e mensagens com a alcunha “Nora”. Registros indicam que ela viajou pelo menos duas vezes a Brasília, com despesas custeadas por Mariano, para tratar da liberação de recursos do MEC e do FNDE em 2024.
Também investigado, Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar (envolvido na Operação Lava Jato) e ex-sócio de Lulinha na Gamecorp, teria recebido pagamentos de Mariano para intermediar contatos políticos e prospectar novos negócios. A defesa de Carla Ariane informou que aguardará o acesso completo aos autos antes de se manifestar sobre o caso.



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