
O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, entrou no centro de uma das maiores operações recentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13), investiga um esquema milionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Pomini, que já comandou o Porto de Itajaí neste ano através da federalização, foi alvo de mandado de busca e apreensão e agora figura entre os principais investigados por envolvimento em irregularidades ligadas à estrutura previdenciária nacional.
Além de Pomini, a PF também mirou nomes de peso, como o ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira (José Carlos), o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) — na casa deste último, os agentes encontraram cédulas de dinheiro vivo ainda sem valor divulgado. Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva em 15 estados e no Distrito Federal.
À frente da APS, Pomini agora é citado em um inquérito que investiga fraudes em contratos e favorecimento de entidades suspeitas, como a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares) e o Instituto Terra e Trabalho (ITT). As instituições estariam envolvidas em cobranças indevidas aplicadas a benefícios previdenciários em todo o país.
A PF segue investigando o papel de Pomini e demais agentes públicos na estrutura que teria desviado recursos e prejudicado milhares de aposentados e pensionistas.



0 comentários