
Os funcionários da Petrobras entraram em greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta segunda-feira (15), após rejeitarem a contraproposta apresentada pela companhia nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação foi aprovada na sexta-feira (12) e envolve sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), com mobilização em unidades administrativas, plataformas e refinarias em todo o país. Procurada, a Petrobras não se manifestou até a publicação da reportagem.
De acordo com os sindicatos, a proposta da estatal não atende às principais reivindicações da categoria, como a retomada de direitos retirados em gestões anteriores, maior participação nos resultados da empresa e soluções para o déficit do fundo de pensão Petros. Um dos pontos mais criticados é o reajuste salarial oferecido, de 5,66%, considerado insuficiente diante da reivindicação de 9,8% para recomposição de perdas acumuladas nos últimos anos.
A insatisfação também envolve aposentados e pensionistas, que protestam contra descontos relacionados ao equacionamento do fundo de pensão. Para as entidades sindicais, há contradição entre o discurso de contenção de gastos adotado pela empresa e os lucros bilionários destinados aos acionistas. Além disso, os trabalhadores questionam tentativas de alteração em cláusulas que ainda estão sob análise judicial e que podem gerar ganhos à categoria.
Apesar da greve, as operações essenciais da Petrobras seguem funcionando com equipes mínimas para garantir a segurança e a produção básica. O impacto maior ocorre na ausência de trocas de turno e de equipes de reforço, o que pode pressionar a rotina das unidades caso a paralisação se prolongue. Segundo a FUP, plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense, além de refinarias em diversos estados, já aderiram ao movimento.



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