
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a reabertura do inquérito que investiga as causas do acidente de balão em Praia Grande, que vitimou oito pessoas em 21 de junho. A decisão foi confirmada pelo delegado André Coltro nesta terça-feira (11), apesar de a Polícia Civil ter concluído a investigação em 8 de setembro sem indiciamentos, por não comprovar conduta dolosa ou culposa.
O MPSC determinou novas diligências, incluindo a busca por informações complementares aos laudos periciais e a possibilidade de uma nova reprodução simulada do acidente. O delegado Coltro se comprometeu a cumprir as solicitações no prazo de 20 dias estabelecido pelo Ministério Público, após o que o inquérito será novamente remetido ao Judiciário. O teor exato das novas diligências está sob sigilo de Justiça.
O acidente ocorreu logo após a decolagem, quando o balão transportava 21 pessoas. O piloto relatou à Polícia Civil que um acionamento acidental do maçarico teria causado o incêndio, e o extintor falhou. Treze ocupantes pularam do cesto em baixa altitude e sobreviveram. As oito vítimas fatais foram levadas pelo balão em chamas: quatro morreram carbonizadas e quatro faleceram após saltarem.
Como resposta ao acidente, o setor de balonismo em Praia Grande retomou os voos com regras de segurança mais rígidas (AVIBAQ), incluindo dois extintores, mantas antichamas e rádios comunicadores obrigatórios. Paralelamente, a ANAC aprovou a primeira fase de uma nova regulamentação para o balonismo no Brasil, que entra em vigor em 1º de dezembro, exigindo critérios mínimos de segurança e a licença Piloto de Balão Livre (PBL) para operações comerciais.



0 comentários