
O ex-jogador do Corinthians e da Seleção Brasileira, João Alves de Assis Silva, o Jô, foi preso na manhã desta quinta-feira (12) no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por não pagar pensão alimentícia ao filho de dois anos. A ordem judicial foi cumprida enquanto ele tentava viajar, e a prisão foi confirmada por seu advogado, Guilherme Motai. O atacante foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Guarulhos, onde permanece sob custódia.
Segundo a defesa, Jô já sabia da existência do mandado, mas afirma não ter condições financeiras de cumprir o valor estipulado. O advogado alegou que a pensão foi fixada com base em uma renda que não corresponde mais à realidade do ex-jogador, que está longe dos tempos áureos como atleta de elite. “Ele não se nega a pagar, mas precisa de um valor que caiba em sua atual condição financeira”, declarou Motai.
Essa é a segunda prisão de Jô pelo mesmo motivo em menos de um ano. Em dezembro de 2024, o ex-atacante foi detido em Contagem, Minas Gerais, também por inadimplência na pensão. Na época, ele atuava pelo Itabirito Futebol Clube, equipe da Série D do Brasileirão. A reincidência expõe não apenas as dificuldades judiciais, mas também a decadência financeira de um atleta que já integrou a Seleção na Copa do Mundo de 2014.
Com passagens por grandes clubes nacionais e internacionais como CSKA Moscou, Manchester City, Internacional e Atlético-MG, Jô teve uma carreira marcada por altos e baixos, dentro e fora de campo. O novo episódio reforça a queda brusca de um jogador que acumulou 225 gols e 73 assistências na carreira, mas que hoje enfrenta batalhas na Justiça e tenta vender imóveis para honrar compromissos básicos.



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