
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do rapper Oruam, após o artista ser acusado de atrapalhar a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo. Segundo a Polícia Civil, o cantor não só impediu a ação legal, como também incitou seguidores, atacou policiais e fugiu para o Complexo da Penha, de onde desafiou abertamente as autoridades pelas redes sociais.
Oruam foi indiciado por sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e lesão corporal. Vídeos publicados por ele mostraram xingamentos contra os agentes, incitação à desordem e até arremesso de objetos contra uma viatura policial. O comportamento agressivo e a tentativa de transformar a operação em espetáculo foram decisivos para o mandado de prisão.
A juíza Ane Cristine Scheele, responsável pela decisão, destacou que a prisão preventiva se justifica para garantir a ordem pública e impedir a continuidade dos delitos. Para o delegado Felipe Curi, o rapper é um criminoso assumido e associado ao Comando Vermelho (CV), facção chefiada por seu pai, Marcinho VP. Segundo Curi, Oruam é “um marginal da pior espécie”.
O episódio acende um alerta sobre o uso da influência digital para afrontar o Estado e proteger atividades criminosas. A prisão de Oruam é necessária e justa diante da gravidade dos atos, das provas já coletadas e da conduta recorrente do artista em obstruir a Justiça. Defender a lei é proteger a sociedade, e ninguém pode estar acima dela, independentemente da fama ou da origem.



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