
Santa Catarina registrou mais de 33 mil afastamentos do trabalho por problemas de saúde mental no último ano, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Ansiedade e depressão foram as principais causas, refletindo um crescimento alarmante dos casos no Brasil, que teve um aumento de 68% em relação ao ano anterior.
O perfil mais afetado é o de mulheres, que representam 64% dos afastamentos, com idade média de 41 anos. Especialistas apontam que sobrecarga de trabalho, baixa remuneração e responsabilidades familiares agravam o quadro, resultando em licenças médicas de até três meses.
Para tentar reverter esse cenário, o governo atualizou a Norma Regulamentadora nº 1, que passa a fiscalizar riscos psicossociais no trabalho. Empresas poderão ser multadas caso sejam identificadas condições como metas abusivas, jornadas excessivas e assédio moral.
Apesar da iniciativa, especialistas questionam sua eficácia, já que normas reguladoras não garantiram melhora nos índices de afastamento no passado. Sem mudanças estruturais no ambiente de trabalho, a crise da saúde mental deve continuar impactando os trabalhadores brasileiros.
Créditos: NSC.
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