
A Justiça Federal confirmou a condenação de Nivaldo Pinheiro, dono da construtora Procave e um dos empresários mais conhecidos de Balneário Camboriú. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve a decisão de primeira instância e determinou pena de 5 anos de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de 60 dias-multa, por 14 atos de lavagem de dinheiro ligados a operações financeiras ilegais.
De acordo com a sentença, Pinheiro utilizou a própria empresa, a Procave Investimentos e Incorporações, para dissimular empréstimos milionários de um doleiro investigado na Lava Jato. Valores de origem ilícita foram parcelados e devolvidos por meio da construtora, omitindo-se a verdadeira motivação das operações. O esquema ainda envolveu familiares e terceiros que ajudaram a mascarar a propriedade de imóveis e empresas usadas como fachada para os pagamentos.
A condenação também alcança outros réus do processo, incluindo o irmão de Nivaldo, Silvionir Pinheiro, além de Leonir e Maitê Vettori, entre outros empresários e operadores financeiros. Todos foram responsabilizados por diferentes níveis de participação no esquema, que movimentou milhões de reais ao longo de anos.
Embora a pena determine regime semiaberto (em que o condenado pode trabalhar durante o dia e dormir no presídio), a falta de vagas no sistema carcerário deve levar a Justiça a optar pelo uso de tornozeleira eletrônica. Até o momento, Nivaldo Pinheiro e seus advogados não se manifestaram sobre a decisão.



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